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domingo, 22 de julho de 2012

UTIs mais humanizadas já!


Um dos pontos mais delicados dentro de um hospital, especialmente para os clientes da saúde e seus acompanhantes é a UTI. Para as pessoas que já precisaram utilizar esse setor do hospital as lembranças sempre ficarão com maior impressão que em outros locais. Sabe-se que o cliente em questão, assim como seus familiares estão muito sensibilizados com a situação, e até mesmo pelo simples fato de se estar na UTI. Muitas pessoas em diversas situações nem sempre estão na UTI porque estão com algum problema sério, mas em caso de observação, No entanto a imagem da UTI é tão forte que já surge um sofrimento antes mesmo de se saber o que acontece de fato.

A questão é qual o tipo de imagem estamos transmitindo aos nossos clientes durante sua estada nesse ambiente. Nos dias atuais a individualidade e privacidade são mais respeitas, no entanto conhecemos muitos hospitais que nem cortina de proteção para procedimentos possui, ou seja, quando se realiza o banho de leito, procedimentos mais invasivos, ou até mesmo um ressuscitamento, os outros pacientes que estão conscientes presenciam toda a situação.

Faz-se de grande importância que esse ambiente, assim com outros do hospital sejam humanizados e respeitem a individualidade, e até mesmo o sofrimento de cada ser humano que se encontra em tais situações. Em todos os sentidos, desde a equipe médica até à equipe de higienização que atua nesse setor. O cliente que visualiza esses tipos de situações nunca se esquecerá, por mais bem atendido que ele tenha sido por todos e provavelmente será esse o assunto que ele falará aos demais e o atendimento ficará em segundo plano e a fidelização desse cliente através dos serviços e atendimentos não ocorrerá.

E vocês clientes e profissionais da saúde, já presenciaram alguma situação parecida? Têm algum relato ou lembrança? Conte-nos!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Vamos brincar de índio...


Em tempos de implantação de um hospital e seus departamentos, a primeira música que me vem à cabeça é a da Xuxa, Vamos brincar de índio, no entanto as pessoas envolvidas na implantação não estão brincando de índio, mas é muito interessante como em uma tribo com muitos caciques fica difícil fazer as coisas acontecerem, ainda mais quando esses caciques têm ideias totalmente diferentes. O que acontece no final é uma tribo confusão e cansada de fazer diversas vezes as mesmas coisas, mas porque estão mandando de maneiras diferentes.

Para a implantação de um setor ou até mesmo de um departamento há a necessidade de fazermos do cacique, independente de quantos houver, nossos aliados, só assim para as coisas poder fluir com mais facilidade e ninguém se sentir perdido no meio dos processos. No entanto a parte mais difícil é saber qual dos caciques vai baixar o orgulho e começar a aceitar parcerias, ideias e sugestões do outro cacique. Mais especificamente falando da Hotelaria Hospitalar, nossos coordenadores ou caciques precisam entender que nosso departamento é aquele que faz a liga com os demais e só através da união amigável conseguiremos mudanças e uma visão melhor do departamento, assim como conquistar melhor visibilidade e projeto futuros.

Não adianta quando há um cacique que sabe fazer chover, nós da hotelaria precisamos dançar a música, mas sempre em cada dança conquistar um espaço maior. Acredito que a hotelaria hospitalar é vista com menos valor dentro dos hospitais porque ainda permitimos que isso aconteça, enquanto nossos caciques insistirem em apresentar aos hospitais a governança e não uma hotelaria completa, com a hospitalidade como aliada, continuaremos a dançar a música, mas sempre sem entender o porquê que a nossa tribo nunca se destaca.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Hospitalidade X Governança


Tendo a oportunidade de atuar em dois hospitais, um com a implantação de todo o departamento e no outro com o setor da hospitalidade ficou muito claro uma coisa: os departamentos Hospitalidade e Governança devem andar de mãos dadas e se possível grudadas com superbonder!

Não posso mais imaginar hoje em pequenos, médios e grandes hospitais a Governança sendo anunciada como hotelaria hospitalar. No meu ponto de vista Hotelaria Hospitalar abrange os dois departamentos. Ou seja, se em um hospital existe apenas a Governança, esse serviço não poderia ser chamado de Hotelaria Hospitalar, mas de Governança. Ou vice e versa se houvesse apenas a hospitalidade e não a Governança deveria acontecer a mesma coisa. Tendo essa visão de dois departamentos a Hotelaria Hospitalar estaria completa, porque assim atingimos todos os setores referentes a esse cliente, a parte de arrumação, limpeza e padronização dos leitos e das áreas comuns, assim como a parte de entretenimento e bem estar ao longo da estadia nos hospitais. Acredito profundamente que as duas se completem, mesmo sabendo que uma não interfere no trabalho da outra. 

Somente a governança dentro de um meio hospitalar causa uma boa impressão, visto que os lençóis estão bem colocados e a padronização segue o estipulado, no entanto ao longo da estadia outras necessidades do paciente assim como do seu acompanhante surgirão e sem o departamento da hospitalidade eles não poderão ser atendidos.  Entretanto, um hospital que apenas foca no entretenimento desse paciente, dificilmente terá a mesma atenção dispensada na arrumação dos leitos, fazendo com que assim a imagem do hospital fique seriamente comprometida. Portanto em minha opinião, hospital com esses dois departamentos possuem a querida da Hotelaria Hospitalar, mas sem um ou outro ainda não.


E vocês, possuem os dois departamentos nos hospitais que trabalham? Sentem essa diferença?